quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

POST 32,33-PROVIDENCIANDO SENSO DE SEGURANÇA-SENDO A MÃE DE MICHAEL-

SB: Okay. A senhora era mais protetora em relação ao Michael porque ele era muito calmo? A senhora sentiu a necessidade de cuidar mais dele?


KJ: Sim. Ele era bastante forte em tomar conta dele mesmo em muitas situações, mas eu acho que o que me fez ficar próxima dele foi o fato dele ser mais 'frágil'. Assim, quando estavam falando dele sobre o abuso de crianças e todos me diziam, "Não diga nada, ou fará ficar pior!". E do escritório de Michael vinha a mensagem "Não diga nada, ou fará ficar pior!" E eu respondia, " Não pode ficar pior do que já está. Não me interessa o que disserem, eu vou à TV!". E eu fui para protegê-lo dessas coisas. Não que eu pudesse fazer protegê-lo, mas pelo menos eu poderia manter as coisas direitas. Embora não tivessem acreditado em mim, eu falei. Mas eles todos vieram for dinheiro. Sabiam que estavam mentindo e foram à TV de novo e eu disse, " Essas pessoas trabalham para mim, não para Michael." As pessoas tentam ganhar dinheiro por fora.

SB: E quando ele era mais jovem, a senhora sentiu necessidade de protegê-lo? A senhora percebeu imediatamente que dentre todos os seus nove filhos ele era o mais brando do que os outros, que ele era mais sensível e amável do que os outros?

KJ: Sabe, eu o vejo mais sensível que os outros, mas... Eu acho que ele é meio que forte quando tem que ser. Você não vê isso? Ou vê?

SB: Oh, absolutamente, eu vi ontem. Eu te disse. Michael e Frank tinham essa divergência sobre como ele deveria ir ao Carnegie Hall. Absolutamente, sim, ele é muito forte quando tem que ser.

KJ: Aha, é assim que ele é.

SB: Então você também vê isso. Você vê que ele tem essa brandura, mas uma força interior.

KJ: Uma brandura, mas muito forte de um jeito. E ele fica magoado à toa, sabe, porque as pessoas pensam certas coisas sobre ele. Mas ele está meio que 'duro' agora, pois ele teve tantas coisas jogadas sobre ele.

SB: Absolutamente.

KJ: Ele tem pele grossa.

SB: Ele teve que agüentar e superar muita coisa. Absolutamente. Quando ele escolheu ficar em casa... Ele já era grande, mesmo depois de Thriller, ele era agora a maior estrela do mundo.

KJ: Aha.

SB: A senhora pode falar sobre isso? Sobre tudo isso? A senhora... Quero dizer, eu acho muito tocante aquela época e idade quando as pessoas vão para a escola, quando têm uns 17 e não estão mais próximos aos pais... E aqui temos esse cara que poderia obviamente pagar para morar onde quisesse. Mas ele queria ficar na casa dos pais. Umm, então estamos falando sobre Michael ter escolhido ficar em casa. Como seus filhos... Seus filhos se casaram cedo, a maioria deles, quero dizer, os outros rapazes.

KJ: Sim, eles casaram.

SB: E Michael não.

KJ: Não.

SB: E a senhora ficava feliz de tê-lo em casa?

KJ: Sim. Na verdade eu não queria que nenhum dos meus filhos fosse embora, mas as mães são assim.

SB: Certo.

KJ: Sabe, mas eles têm que ir.

SB: Bom, a senhora disse, "É bom que você fique em casa. Você está certo, essa é a decisão correta. Fique até que se case."?

KJ: Não.

SB: Ou a senhora disse à ele, "Você é uma super estrela, você deveria mesmo..."

KJ: Não. Não. Eu nunca quis empurrar meus filhos para saírem da casa ou sabe, como as mamães pássaros... Sabe, empurrá-los e dizer voe? Mas eu queria que eles fossem fortes e capazes de ir, mas quando estivessem prontos... 24, 25 anos.

SB: Ele sempre sentiu que devia proteger a senhora?

KJ: Ele dizia, "Eu vou comprar uma casa para a senhora."


POST 33 -SENDO A MÃE DE MICHAEL


SB: Há muitas estórias que ele conta sobre quando era criança, sobre a senhora. Assim , por exemplo, ele disse que sempre costumava dançar...

KJ: Aha.

SB: E costumava deixar marcas.

KJ: Mhmmm [rindo].

SB: E todos diziam, " Michael pare de dançar." Ou. "Você está fazendo muito barulho." E você costumava dizer, "Não, deixe ele dançar!"

KJ: Sim.

SB: Ele te dá certos créditos à senhora por lhe trazer o talento musical dele mais do que qualquer outro, pois você...

KJ: É mesmo?

SB: Sim, ele sempre me diz. Uma das estórias que temos no livro é que ele sempre costumava dançar e deixar marcas, fazer barulhos, e a senhora sempre dizia, " Não, deixe Michael dançar. Deixe sempre ele dançar."

KJ: Sim.

SB: A senhora se lembra disso?

KJ: Sim, sim. Eu acho que Michael nasceu com isso porque mesmo quando ele era pequenininho, uns três anos, e as crianças costumavam cantar e ele cantava também... Foi isso o que me fez notar que ele era um cantor. Ele estava num canto, e todos estavam cantando e uma perfeita harmonia veio dele e eu pensei, "Meu Deus, de onde ele puxou isso?" E então quando ele tinha uns 5 anos, imaginávamos, "Agora que movimento podemos colocar nessa canção?" Sabe eles faziam coreografias; E ele fazia uma coisa, e os outros diziam, "Não, vamos fazer assim e assim."

SB: Quase como se ele já tivesse isso dentro dele?

KJ: Ele tinha. Ele tinha isso dentro dele. Eu não sei de onde veio e isso me assustou. Assim como você vê algumas coisas em Prince agora e não acredita. E foi com ele [Michael] também.

SB: Houve uma coisa na semana passada que dizia que o queixo de Michael foi cirurgicamente implantado, e quão ridículo ficou. A senhora, como mãe, como se sente sobre isso?

KJ: Pessoas dizem coisas sobre ele?

SB:Quando a senhora lê esse tipo de coisa... qualquer coisa...

KJ: Oh, isso me chateia. Me deixa zangada.

SB: Mas na hora a senhora se diz, "Eu acredito em Deus que tudo isso acontece por um motivo."? A senhora encontra forças na sua fé espiritual que no final nada disso irá importar, que a vontade de Deus será feita?

KJ: Eu sinto assim. Se não fosse por minha fé, meu espírito e minha crença em Deus, eu não acho que eu teria conseguido com todas essas coisas que acontece com minha família e com Michael. Machuca mesmo. Mas você tem que rezar. É só assim que você consegue...

SB: Então é por isso o que a senhora tem que passar?

KJ: Sim.

SB: E a senhora disse para Michael em 1993 ou qualquer outra época, " Você deve se aproximar de Deus. Você precisa dessa fé. Isso é que vai ajudá-lo a superar isso."? Isso não é o dinheiro, o sucesso ou os fãs. Isso é uma relação forte com Deus?

KJ: Certo, certo. é. E eu sinto isso e aquilo. Uh [suspiro], bom, eu não consigo dizer.

SB: Bom, a maioria das pessoas, quando vão ficando mais famosas, elas ficam menos religiosas. É uma marca. Com a senhora parece que quanto mais famosa sua família ficava, mais religiosa a senhora ficava. A senhora segurou firme.

KJ: Aha. Sim. Não há nada mais para mim lá fora. Tenho orgulho dos meus filhos, do que eles fazem, e eles têm talento para isso. Mas mais que isso lá fora no mundo, não há nada. Por que satã é... e você pode acreditar ou não em mim...

SB: Oh, fale, fale abertamente...

KJ: Mhmmmm.

SB: Há coisas na minha fé que a senhora não concordaria. [ambos riem] Mas ambos somos pessoas de fá.

KJ: Bom, eu acredito que Satã é o deus do sistema*. A razão para eu dizer isso é por que... Todas as notícias que você ouve, notícias ruins... Todo mundo fazendo loucuras. E a Bíblia fala das crianças, nesses últimos dias, em como elas faltariam com respeito, amantes do dinheiro mais do que amantes de Deus e, como as crianças desrespeitam seus pais e os pais seus filhos. E é isso o que está acontecendo. Não acha?

SB: Absolutamente; Bom, é por isso que a senhora deveria vir amanhã à noite para se juntar a conferência de Michael [ no Carnegie Hall}. Será uma grande revelação contra o lado de Satã. A senhora deveria mesmo vir. O que me levou à Michael, e a senhora deveria ir ver o discurso dele amanhã, é a forma comovente que ele fala sobre como ninguém mais se senta para jantar com os filhos e que ninguém mais lê estórias para eles na hora de dormir. E sempre havia tiroteio nas escolas, ele me telefonou quando ele estava na Califórnia e eu em Nova Jersey. E ele disse, " Você ouviu? Outro garoto foi baleado!" e eu tentei mudar de assunto, mas Michael chorou.

KJ: Mhmm, mhmmm. Esse é o Michael.

SB: No meu aniversário, trouxemos a criança de um poster sobre uma campanha contra Leucemia. Michael veio ao meu aniversário e ela se sentou perto dele, essa garotinha de sete anos. E quando a mãe dela contou a estória da menina para ele, Michael chorou como um bebê. Foi inacreditável. A senhora é assim também?

KJ: Sim, eu sou.

SB: Então ele mesmo muito parecido com a senhora. Quero dizer, se eu quiser entendê-lo, eu tenho que entender a senhora.

KJ: Aha, mhmmm. E eu odeio isso em mim e Janet odeia também. [risos]

SB: Michael me falou sobre a senhora - que não consegue dizer não para ninguém. Pessoas te pedem as coisas e a senhora não consegue dizer não [risos]

KJ: Mhmmm, é difícil. E ele faz a mesma coisa. Eu disse para ele que tinha que aprender a dizer não.

SB: Isso vem dos seus pais? Eles eram gentis?

KJ: Mhmm, sim. Especialmente minha mãe. Meu pai era também.

SB: Então a senhora transmitiu essa tradição de gentileza para os seus filhos. Gentileza e a coisa mais importante.

KJ: Eu sinto assim. Às vezes quando se é pobre e não tem nada para dar, você dá amor, você se dá. E qualquer coisa que você tenha, como os pobres sempre fazem. Na minha juventude, meus pais sempre convidavam pessoas para comer, era tudo o que eles tinham, sabe.

SB: A senhora foi tratada de forma diferente na igreja por ser mãe dos Jacksons?

KJ: Oh, não, não, não, não, não.

SB: E a senhora gosta do fato de poder ser você mesma lá?

KJ: Sim. Eu gosto disso. Eu posso ser eu mesma. E havia uma moça na nossa congregação também que sempre se sentava perto de mim, era minha amiga e sempre estava em turnê com Diana Ross. E ela... [pausa na fita] O nome dela era Linda Lawrence e sabe eles tinham que desistir da turnê, mas ela foi à turnê com Diana, pegou o lugar de Mary. E ela passou a viajar como uma Supreme. Sabe, elas tinham muito antes de Diana e foi tratada do mesmo jeito. E na congregação da minha filha, ela foi tratada do mesmo jeito.

SB: Qual? Rebbie?

KJ: Rebbie.

SB: Ela também mora... Ela mora perto da senhora?

KJ: Ela morava. Ela mora em Las Vegas.

SB: Eu também queria fazer uma pergunta... Eu posso desligar isso, ou não. Mas Michael foi torturado, ele teve uma relação torturada com o pai. Não estou dizendo nada novo. Quero dizer, isso apareceu, como a senhora sabe, nas entrevistas e coisas assim.

KJ: Aha.

SB: A senhora provavelmente sabe que há, uh... Eu não sei o quanto ele falou do pai em público, mas uma das coisas mais famosas que ele já disse em público foi que certa vez o pai dele entrou na sala, e ele ficou com ânsias de vômito, por que ele tinha muito medo dele. A senhora s elembra disso?

KJ: Eu sei! Sim, eu me lembro dele dizendo isso. Ele costumava me contar e quando eu viajava com eles e ele sempre dizia, "Não traga Joseph." Eu perguntava, "Por que?" e ele dizia, " Eu literalmente..."

SB: Eu posso desligar isso se a senhora quiser.

KJ: Sim. Poderia, por favor?

SB: Claro.

Esse é o fim da entrevista com a mãe de Michael. Amanhã seguirá os capítulos com as melhores ( e mais engraçadas) revelações de Michael e as mais quentes também. Obrigada.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Post 31 -QUANDO MICHAEL DEIXOU AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

SB: Como a senhora se sentiu quando Michael começou a se distanciar das Testemunhas de Jeová?


KJ: Eu me senti muito mal. Me senti mal mesmo por que me incomodou bastante. Eu chorei, eu rezei. Me senti mesmo muito mal com isso. Ele se desassociou da religião. Eles não desassociaram. E ele pensou que assim seria melhor,pois ele pensou que estava fazendo coisas e...

SB: Mas qual era a objeção exata deles? Que ele era um pop star e não servia mais na religião?

KJ: Ele serviria. Mas eu acho, eu realmente não sei por que ele decidiu se desassociar.

SB: Ele se desassociou.

KJ: Certo.

SB: Mas até essa época ele estava indo à igreja aos domingos?

KJ: Sim.

SB: Então ele se desassociou e não discutiu isso com a senhora antes de fazer isso?

KJ: Não. Eu soube depois. Não, foi isso o que machucou mais. Não que ele fosse... Eu só não queria que ele se desassociasse da religião.

SB: Ele sentiu que seria um artista maior, teria mais liberdade, provavelmente.

KJ: Sim, provavelmente.

SB: Assim como com Thriller ele teve que colocar aquela mensagem no início.

KJ: Aha.

SB: A senhora o chamou para conversar, sabe, dizer "Você devia pensar nisso?"

KJ: Não. Não, eu não fiz isso porque ele se desassociou antes de eu saber e já era tarde demais.

SB: Mas a senhora ainda sente que... Parece para mim que ele ainda tem um âmago muito espiritual, quero dizer, assim ele fala sobre Deus comigo o tempo todo.

KJ: Sim, sim. Ele fala mesmo. E eu gostaria que ele voltasse.

SB: A senhora pensa em criar Prince e Paris com alguma tradição espiritual?(???)

KJ: Bom, eu levo a literatura para Grace.

SB: Certo.

KJ: E eu trago um livrinho... Nós temos um livro de histórias bíblicas para crianças e dei um para cada um deles e ela [Grace] lê para eles. Eu não acho que ele tenha algo contra o fato dela ler ou ensinar à eles.

SB: Certo. Enquanto Michael ficava mais famoso, a senhora viu algumas mudanças, mudanças longe da...

KJ: Da religião?

SB: Sim.

KJ: Não, eu não vi nada contra... Não, eu não vi. A única coisa diferente foi a forma que ele passou a dançar na época quando ele lançou Billie Jean. Eles [as Testemunhas] disseram sobre o jeito que ele... Que ele segurava a virilha, e coisas assim.

SB: Certo, bom, ele sempre me faz piadas sobre isso, Ele ri disso.

KJ: Eu sei [rindo].


GENTE COMENTEM MUITO!!
PQ SE NÃO ME SINTO UM LIXO , POSTANDO APENAS PARA 1 OU 2 PESSOAS.
BEIJOS.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Post 3O -A RELIGIÃO NA VIDA DOS FILHOS DE KATHERINE

SB: E a senhora é calma assim por causa da sua fé religiosa? Michael fala da sua fé o tempo todo.

KJ: Não, eu sou assim o tempo todo. Eu nem sempre fui uma Testemunha de Jeová.

SB: A senhora era Testemunha de Jeová quando era jovem?

KJ: Não era. Eu era Batista. Minha mãe nos criou assim nos levando para a escola na igreja todo sábado e para ser parte do coral Júnior.

SB: Então a senhora foi criada como Batista?

KJ: Sim.

SB: E a senhora ia à igreja? A senhora era uma Batista religiosa?

KJ: Sim, eu ia à igreja, mas eu não gostava do que eu via na Igreja Batista. Depois que eu fui julgada pelo jeito que as pessoas agem e o que fazem é que eu saí.

SB: E onde foi isso?

KJ: No leste de Chicago, Indiana.

SB: Pois você viu coisas que te desanimaram e a senhora decidiu procurar uma religião melhor na idade de... Doze? Treze?

KJ: Sim, Doze, treze. Minha irmã e eu estudávamos para sermos Testemunhas de Jeová... Bem, estávamos estudando com os vizinhos que eram Testemunhas. Pois as Testemunhas de Jeová vêm e ensinam a Bíblia para as pessoas. Minha mãe descobriu e ficou brava conosco e nos fez parar. Então depois que eu cresci, e me casei e me mudei, eu me lembro disso. Foi aí que eu comecei a estudar.

SB: A senhora era casada?

KJ: Sim, eu já era casada.

SB: Então a senhora foi exposta às Testemunhas de Jeová quando era adolescente.

KJ: Sim.

SB: Mas seus pais sentiram que era algo que eles não queriam.

KJ: Certo.

SB: Então eles dissuadiram você. Mas a senhora isso ficou internamente. Então quando a senhora teve mais independência e liberdade, você casou jovem?

KJ: Aos 19 anos.

SB: 19? Minha esposa casou aos 19. É como um número na família.

KJ: Mmmmm.

SB: Então a senhora se casou aos19 e se mudou com seu marido direto para Indiana?

KJ: Para Gary, Indiana? Não, quando nos casamos ficamos e meses depois nos mudamos para Gary, Indiana.

SB: Então foi nessa época que a senhora se reencontrou com as Testemunhas de Jeová?

KJ: Sim, mas foi eu acho dez ou doze anos depois.

SB: Mas o que a fez estudar com elas? Eu sei um pouco sobre isso, pois eu li. A senhora sentiu que havia encontrado uma sinceridade maior?

KJ: Bom, é isso que é a religião das Testemunhas de Jeová que estritamente ditada pela Bíblia e acreditam em estar fazendo o certo. Assim, se você comete adultério ou algo do tipo, você é desassociado. Se você é casado e comete adultério, o que é errado, então você é desassociado da religião. Muitas coisas me fizeram acreditar nela. E eu acredito. Há um Criador que se importa com você e então temos que examinar as Escrituras diariamente.

SB: Todos os dias vocês tem alguma coisa para ler?

KJ: Aha.

SB: O Novo e o Velho Testamento?

KJ: Aha.

SB: E a senhora leva esses livros para onde quer que vá?

KJ: Bom, não aquele [ela aponta para um livro]. Mas esses são apenas testemunhos de pessoas sobre o que passaram.

SB: Você sente que é baseada na Bíblia então é muito autêntica. Ademais, é uma religião verdadeira, então realmente tocou você. E então você se converteu formalmente?

KJ: Não, eu estudei. Você tem que estudar a Bíblia.


SB: Seu marido seguiu o mesmo caminho que a senhora?

KJ: Ele estudou também, mas não se tornou uma. Ele pensou que era muito severa para ele. Minha filha mais velha (Rebbie) foi batizada. Michael foi também uma vez.

SB: Mas nenhum filho?

KJ: Não. Mais nenhum.

SB: E por que foi assim? Por que uns e outros não?

KJ: Eu acho que não quiseram, eu não forcei nada. Deixei para o livre-arbítrio deles se quisessem ser.

SB: Então numa certa idade você falou para Michael sobre religião e ele aceitou?

KJ: Não, mas eu acho que ele queria e foi comigo para o Salão do reino.

SB: A senhora ficou orgulhosa pelo fato dele se tornar uma Testemunha de Jeová?

KJ: Fiquei muito orgulhosa.

SB: E nessa época ele já era famoso? Ou era só um garoto?

KJ: Ele já era famoso, em um certo ponto. Sim, ele era famoso por que os Jackson 5 ficaram muito famosos de primeira.

SB: Certo, então foi na idade em que ele já estava nos Jackson 5.

KJ: Certo. Certo.

SB: Mas ele foi o único dos Jackson (dos meninos) que foi batizado?

KJ: Ele foi o único.

SB: E a senhora e ele costumávamos ir com a senhora aos domingos à igreja?

KJ: Oh, sim, aha. E costumava ir por conta própria.

SB: Eu perguntei à Frank esse belo artigo sobre Michael e eu escrevi sobre pioneirismo e Sabbath. Um belo artigo. [foi publicado no bem conhecido website Beliefnet.com]

KJ: É mesmo?
SB: Oh, e teve cobertura em todos os lugares.

KJ: Mesmo?

SB: Oh, e foi enorme. É uma pena que ele não tenha te mostrado isso, pois é um belo artigo.

KJ: Oh, por que ele não me mostrou?

SB: É belo artigo sobre como ele adorou o Sabbath.

KJ: Mhmmm.

SB: Ele disse que iria com a senhora. E me disse que o que havia gostado que nunca o haviam tratado diferente, que embora ele fosse agora uma estrela, eles o chamariam de Irmão Jackson.

KJ: Aha.

SB: Eles iriam continuar em não tratá-lo diferente, não menos, não mais do que outro.

KJ: Sim.

SB: A senhora percebeu isso também [falando das Testemunhas].

KJ: Sim, eu percebi. É assim que eles pensam. Há muitos artistas que são Testemunhas de Jeová. Não consigo lembrar do nome de um grupo, sabe, Benson, Ronie Loss. Eu posso nomear um monte de artistas que são testemunhas de Jeová. E eles os tratam do mesmo jeito. Não os tratam diferente. Os trata como que se fossem um deles.

SB: O Michael gostava disso? Que ele poderia finalmente ser ele mesmo?

KJ: Sim, eu acho que sim.

SB: Ele também me disse que eles eram muito bons. Que se os repórteres o seguissem até a igreja eles não davam muita importância a isso. [rindo]. No artigo escrevemos de forma brincalhona “até os repórteres eram filhos de Deus.”.

KJ: [rindo] Isso é verdade.

SB: Okay, então a senhora tem todos esses filhos, alguns deles abraçaram a religião e Michael foi um deles, embora ele fosse uma grande estrela. Sempre pareceu para mim em nossas conversas que Michael tem uma espiritualidade natural, que ele é naturalmente próximo à Deus.

KJ: Sim. Aha.

SB: A senhora poderia comentar isso? A senhora percebeu isso nele logo cedo?

KJ: Aha.

SB: Ele rezava antes de ir dormir à noite?

KJ: Sim, eu acredito que ele rezava. Como eu tenho alguns filhos... Eu não sei ao menos se eles, eu não sei, eu não posso dizer por que...

SB: A senhora fica desconfortável em falar sobre isso?

KJ: Estou bem. Mas eu sei que Michael é espiritual. Ele sempre foi uma criança quieta e espiritual. E ele apenas ama pessoas, ama criança. E nós nos sentávamos e apenas chorávamos quando víamos... pois é muito triste e eu sabia então, sabe... e ele costumava me dizer, "Eu não sei como curar o mundo todo, mãe... mas eu posso pelo menos... Começar alguma coisa."

SB: Eu estava conversando sobre isso com Michael ontem. Testemunhas de Jeová não celebram aniversários.

KJ: Não.

SB: E há um motivo para isso?

KJ: Sim... A morte de Jesus é... o único feriado que...

SB: Okay, há a Páscoa. Vocês chamam de Páscoa ou de outra coisa?

KJ: Uh, nós não chamamos... Não celebramos a Páscoa.

SB: Há a ressurreição. Vocês celebram no mesmo dia em que ele [Jesus] morreu.

KJ: Sim.

SB: Certo, okay. Boa sexta-feira.

KJ: E esse foi o único dia que ele disse para manter [ a morte de Jesus]. Não a ressurreição.

SB: A senhora lê a Bíblia todos os dias?

KJ: Sim.

SB: Então isso é... isso é a sua vida, sua religião. É o centro absoluto de quem você é.

KJ: Bom, sim, em todo o Salão do Reino [eu vou a cinco reuniões em uma semana].

SB: Cinco reuniões em uma semana?

KJ: Mas não é uma 'reunião'. Temos uma grande reunião aos domingos a noite, que é quando vamos para ensinar e aprender, coisas assim. Nunca se para de estudar a Bíblia.

SB: Certo.

KJ: Os Judeus também a lêem o tempo todo?

SB: Absolutamente. Oh absolutamente, nós lemos...

KJ: Depois de lerem dia e noite. Eu sei que vocês sabem tudo sobre isso.

SB: Nós lemos a Bíblia todo santo dia.

KJ: Aha.

SB: Quero dizer, já nessa idade, eu tenho 34 anos, eu estudei a vida toda. Eu sei, quero dizer, eu não estou tentando me gabar, mas apenas por lê-la eu sei muito pelo coração agora.

KJ: Oh.

SB: Pelo menos os cinco livros de Moisés [o Pentateuco], é isso.

KJ: Aha.

SB: Que é no que focamos mais do que qualquer outra coisa. Mais do que os Salmos ou os Profetas.

KJ: Certo.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

POST 29-A ENTREVISTA COM KATHERINE

Parte 4 do livro.

SB: Então você quer que isso seja mais do que uma conversa. Primeiramente eu quero conhecê-la e que é um grande prazer. Eu sou amigo de Michael. Ele sempre fala da senhora. Na verdade a senhora é uma das figuras centrais do livro.


Katherine Jackson: Mesmo?

SB: Oh ele adora a senhora. Fomos à Neverland e vimos o trem Katherine, a montanha Katherine. E quando ele fala da senhora os olhos dele quase se fecham e ele quase entra em êxtase entusiástico.

KJ: [risos] Ele é um filho e tanto. Ele é um filho muito bom.

SB: Oh ele te venera. Quero dizer a senhora é uma das maiores matriarcas da América. Quero dizer, quem pode alegar ter uma família que atingiu coisas que a sua atingiu? A senhora deve ter muito orgulho de seus filhos.

KJ: Eu tenho. Eu tenho muito orgulho, mas você sabe, tem que se pagar o preço.

SB: Se a senhora quiser que eu desligo o gravador , tudo bem...

KJ: Quer dizer, quando eu quiser?

SB: Quando quiser que eu desligue, eu desligo.

KJ: Tudo bem. Qualquer coisa que você queira me perguntar eu estou pronta.

SB: Você quer dizer 'pagar o preço' em termos de fama?

KJ: Sim. Quando se refere à fama, sabe, você paga o preço. Às vezes é bom, às vezes é mau. As pessoas gostam de ouvir coisas ruins. Pessoas inventam coisas sobre você e isso magoa de certo jeito, pois você percebe um monte de gente... Eles vão à TV e dizem um monte de coisas sobre você que nem eles mesmos sabem. Você vê que não é verdade, mas está acontecendo. Então você tem que ser forte para passar por isso.

SB: Como você dá conta do extraordinário talento musical em sua família?

KJ: Bom, eu sempre amei música. Meu marido também. Minha irmã e eu quando éramos jovens costumávamos cantar juntos o tempo todo e agora o engraçado disso, meu pai, veio de Indiana. Leste de Chicago, Indiana, Foi onde eu cresci. Meu pai costumava ouvir uma estação de rádio - não tínhamos televisão naqueles tempos - e essa estação era chamada "Super Time Frolic". E toda noite ela dava sinal para todo noroeste do país. Ele [o pai dela] deu para o meu filho Tito um violão. Depois que eu casei e me mudei para Gary, meu pai trouxe o violão para Tito como um presente. E os garotos depois que ganhamos uma televisão, eles costumavam assistir, sempre que os Temptations se apresentavam, isso era nos anos sessenta. Começou mesmo quando eu comecei a cantar com eles.

SB: Não tinha ouvido isso. Você costumava cantar com eles?

KJ: Você não leu sobre isso? Sim. Não, não, não profissionalmente.

SB: Não, eu entendo. Em casa...

KJ: Quando eles eram pequenos, quando eram bem jovens. Eu acho que Michael nem havia nascido ainda naquele tempo e sempre quando... Tínhamos que pagar para ter TV por um mês. E sabe, quando você compra e vai pagando por mês. E nossa TV quebrou e estava frio e nevando e nós não tínhamos... As crianças não tinham nada para fazer. Então começamos a cantar canções. Eram canções como "Old Cotton Field Back Home." Eu não si se você conhece essas canções, canções folclóricas mesmo. E mesmo antes disso, meu marido e eu costumávamos cantar juntos pela casa enquanto fazíamos nossas tarefas, harmonizando, e sempre amamos música e a família de meu marido era toda musica. Ele toca harmônica, ele costumava tocar, e violão também, e seus irmãos tocavam saxofone e trombone e meu pai tocava violão. Então apenas amávamos música e eu acho que essa foi a haste.

SB: Você não vê como algo genético?

KJ: Bom, poderia ser por que minha...

SB: Não há uma família de verdade que tenha esse registro de...

KJ: Meu avô ou meu bisavô, eu diria bisavô, e minha mãe costumavam me contar estórias sobre como eles mantinham velhas janelas de madeira onde eles costumavam abrir para cantar e se podia ouvir as vozes deles ecoando pelo campo e não havia mais nada para fazer. Isso era a coisa mais barata que se podia fazer para entreter você e sua família, pois não havia muito dinheiro para sair na época, então tínhamos que nos entreter com música. Violões e harmônicas.

SB: Então você acha que essas famílias eram mais felizes do que as famílias de hoje que têm dinheiro?

KJ: Oh sim, eu acho. Eu realmente acredito nisso. Pois mesmo quando morava em Gary eu era muito mais feliz de certa forma. Eu sou feliz hoje, mas... As famílias eram mais próximas e eu acho que toda família sente que quando são pobres, são mais próximas.

SB: Algumas das perguntas que eu tenho... Vamos começar primeiro com Michael. Ele queria que eu a conhecesse, pois a senhora tem muitas estórias para contar que ele possa ter esquecido. Por exemplo, o quê fez ele o que ele é? E não estou falando do lado musical. A maioria das estrelas de Hollywood que ganhou muito dinheiro e são mundialmente famosas são arrogantes e egocêntricos. Não estão interessados nos jovens. Essa é última coisa na qual eles se interessariam. Primeiramente, Michael vivia em casa até os 27 anos, o que é incrível. Quero dizer, quem ouviu sobre isso... Macaulay Culkin se mudou quando ele tinha uns 11 anos [eu estava exagerando]. Como a senhora lida com essa suavidade e gentileza dele, o amor dele pelos animais e pelas crianças, pela sensibilidade pela vida que ele tem? Ele é como um garoto, coisas o surpreendem e o assombram. como a senhora lida com isso?

KJ: Você sabe que essas perguntas que fez são difíceis de responder de certa forma. Mas, cada um deles costumava ter um gato e eu disse, " Você podem ter um gato, mas não o traga para dentro," e as coisas foram assim por anos antes de virmos para Califórnia.

SB: Então aqui ele já estava demonstrando isso desde a tenra idade.

KJ: O amor por animais desde cedo e Janet era outra que amava animais desde pequenina. Não temos uma regra, mas os animais ficam lá fora. Animais corriam perdidos, Estavam em todo lugar. Depois que viemos para a Califórnia ele pode ter animais, então eles tinham cobras e uma ovelha. Aqui em Encino tínhamos um pequeno zoológico. Tínhamos uma girafa. Ele amava essas coisas. Sabe, eu acho que é por isso... Vou te dizer no que eu acredito, É por isso que quando voltamos para Indiana, foi ruim. Gary, Indiana, era lugar ruim. E meu marido, ele não deixaria as crianças saírem e ficar com... com os outros jovens da vizinhança.

SB: Por que nada disso entrou na cabeça de Michael? Por que ele ficava em casa? Ele me disse " Sou da moda antiga. Fico em casa até me casar!" Você o criou com esses valores? Com que fé a senhora o criou? Michael é fundamentalmente uma pessoa suave e sensível. De onde vem isso?

KJ: Eu odeio dizer isso.

SB: Todos os outros são como ele?

KJ: A maioria deles, sim. Eu diria que - e eu odeio dizer isso. Eu costumava dizer à ele o tempo inteiro que era muito parecido comigo e eu não queria que ele fosse assim.

SB: Foi exatamente o que ele disse.

KJ: [risos] Eu costumava dizer para ele, "Não quero que você seja assim. Você é um homem. Você tem que ser forte. Sabe. Mas ele é gentil. Ele é apenas um homem gentil.

SB: Então o que a senhora está dizendo é que a brandura dele vem da senhora. Ele era mais apegado à senhora do que ao pai.

KJ: Oh sim.

SB: Então ele te tomou como exemplo.

KJ: Oh sim.

SB: E ele de verdade acredita em ser gentil do que ficar magoado e infringir dor em alguém.

KJ: Nada mau.




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COMENTÁRIO :
É realmente lindo a forma como a dona Katherine se refere ao Filho.
GENTE OBRIGADA MAIS UMA VEZ. ESTOU LOUCA PARA POSTAR A  PARTE QUENTE DO LIVRO . VOCÊS VÃO GOSTAR. :D

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

MICHAEL E O AMOR DE SEUS FÃS: UMA RUA DE DUAS MÃOS

SB: Deixe eu te perguntar isso. Vendo que você ficou em algo como desvantagem quando criança, sem ter tido amor que você precisava. Como você supera o que não teve? Como aprendeu a fazer as ferramentas básicas de que foi privado?


MJ: Eu acho que a música e a dança me ajudaram muito, foi como terapia. Ser capaz de expressar seus sentimentos através e canções e suas emoções no palco e ter todo esse amor milhares de vezes de volta dos fãs.

SB: Isso compensa por aquilo que você não teve?

MJ: Sim, por que um fã vem, quero dizer honestamente quando alguém vem até você e diz “Eu te amo tanto.!", isso faz meu coração se sentir tão bem. Eu nunca fico cansado disso.

SB: Verdade? Você às vezes não sente que um fã louco, um perseguidor, leva as coisas longe demais?

MJ: Não, não. Eu apenas amo isso. Eu apenas amor meus fãs. Eu amo cada pedacinho deles e o que faz meu coração feliz é quando eles apoiam as minhas crenças sobre família e crianças. Eles tê posteres de crianças e bebês e eles estã comigo, eles entendem, sabe? Eles entendem o que eu digo.

SB: Então o que você não tem dos pais você consegue dos fãs, mas há uma grande diferença. Pais deveriam te dar amor incondicional, mesmo que você não o mereça. A mãe de Bill Clinton, Virginia Kelly, uma vez foi perguntada sobre qual filho ela amava mais, Bill, quem tinha a tinha deixado mais orgulhosa por ser o presidente dos E.U.A, ou Roger, que tinha problemas com drogas e foi acusado de ser um pai que batia.

MJ: Um dos filhos?

SB: Roger, o irmão de Bill Clinton.

MJ: Ele tinha vício em drogas?

SB: Claro, estou quase certo de que ele fora preso por vender drogas.

MJ: Verdade?

SB: E ele era um pai que batia, não pagava pensão alimentícia e coisas assim. E perguntaram para ela, "Um filho era meio vagabundo e o outro era presidente, você ama mais o Bill?" E ela respondeu, "O quê? Está louco? Eu amo ambos os meus filhos. Eu os amo igualmente." Deve haver uma diferença, Michael, entre como os fãs amam você, e como sua família ama. Pais amam incondicionalmente, mas os fãs te amam por que você sabe cantar e dançar, ou você tem amor incondicional vindo dos fãs?

MJ: Isso é difícil, pois eu não estou na pele deles. Umm, eu acho que depois que descobrem quem eu sou e como eu os vejo e como os faço se sentirem bem, eles me amam incondicionalmente. Eu sei que amam... Eu sinto isso. Eu vejo isso. Você sai comigo às vezes e temos que passar por fãs enlouquecidos, você verá alguma coisa. É inacreditável, é como uma experiência religiosa. Eles dormem nas ruas, seguram velas e ficam lá com suas famílias, é lindo. Eu amo ver as crianças chegando, isso me faz tão feliz.

SB: Então esse é o caso onde eles originalmente te amam por causa da música e dança, mas então quando passam além desse ponto...

MJ: Sim, eles descobrem o que eu tenho, o que estou tentando dizer... Há uma mensagem na música que é mais do que uma batida e ritmo. Há algo realmente profundo.

SB: Por que você tem fãs tão fanáticos? Posso dizer o quão fanáticos eles são? Eu nem te mostrei ainda, mas aquele artigo que eu publiquei sobre você, após ir a Neverland no seu aniversário, gerou centenas de cartas e e-mails para nós. Você tem que ver isso. Metade dessas pessoas têm seus próprios websites sobre você. Há algo como que centenas sobre centenas de sites sobre você.

MJ: Sim, sim.

SB: Como dá conta disso? Quero dizer, todos têm fãs. è como quando conversamos sobre as Spice Girls outro dia. É claro que elas têm fãs, onde estão os fãs delas agora? Por que os seus fãs são tão 'duráveis'?

MJ: Eu acho que eles... Foi-me dado o dom por Deus e eu não tenho sido o tipo de artista "hoje aqui, amanhã se foi" e isso permite que as pessoas, o público, cresça comigo. Quando crescem comigo é mais um contato emocional e eles se sentem ligados à mim como se eu fosse um irmão. Eu tenho pessoas que vêm até mim e dizem, "Michael!" começam a conversar, me agarrando como se eu fosse um irmão. E eu ajo como se fosse mesmo, sabe, você deixar que deixar a coisa ir. Eles realmente sentem que você pertence à eles.

SB: Você os tem conhecido pela vida inteira?

MJ: Sim, a minha vida toda e eu tenho que deixar a coisa seguir. Por que eu estou nas paredes deles, eles me ouvem pela manhã, e há fotos em todos os lugares. É como um templo e alguns religiosos dizem que é idolatria, mas eu não acredito que seja.

SB: Okay, por que não é idolatria?

MJ: Eu nunca escrevi antes, nem ouvi antes os fãs afirmando que eu sou um deus. Talvez haja alguns banners que dizem " Você é deus!" Temos filmagens assim, mas não as mostramos na TV. Temos banners que dizem isso. Eu não acho que seja algo mau, pois eu estou falando de amor, vamos restaurar a família...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

POST 27 - AMBIÇÃO E PACIÊNCIA ,INVEJA E PERDÃO ,RAIVA DA IMPRENSA

SB: Eu vejo como as pessoas tentam ter um pedacinho de você. Eles querem trilhar sua trilha de fama. Querem ser vistas com você, fotografadas com você. Mas há pessoas que se aproximaram de você e que te magoaram te machucaram, que te processaram. Você tem estórias para contar onde eles chegaram à você e dizer , "Me desculpe, eu usei você. Eu sinto muito mesmo!" Você tem estórias sobre perdão?


MJ: Eu desejo. Eu gostaria que fossem doces assim para admitir seus próprios erros.

SB: Nenhuma. Nunca? Ninguém veio à você para dizer, " Desculpe, Michael, mas naquela festa naquela noite aleguei conhecer você melhor do que eu conhecia. Eu usei seu nome para ir adiante."? Você já ouviu estórias assim, onde alguém disse, "Oh sim eu falei com esse cara, Ele disse que te conhecia tão bem. Ele disse que era seu melhor amigo. E você nunca tinha ouvido falar do cara?"

MJ: Acontece o tempo inteiro. Às vezes só para não partir o coração deles eu concordo que sei de quem estão falando, pois eu não quero envergonhar a pessoa.

SB: Então você diria, "Sim, sim, Eu sei de quem você está falando."?

MJ: Quando no que eu na verdade estou pensando que não sei de que inferno você está falando.

SB: Ninguém que tenha te magoado veio te pedir desculpas? Não houve um repórter que tenha dito, "Eu escrevi isso. Desculpe!"? Eu disse para o jornalista daquele jornal, “Como pôde escrever que o presidente Clinton [ no Angel Ball] estava publicamente se distanciando de Michael quando ele o mencionou no discurso dele por três vezes?" Eu repeti as referências no discurso para ele e ele de verdade disse, " Desculpe, eu estava dando a informação errada." Ele era um cara decente. Ele disse. " Eu vou corrigir isso amanhã." Mas você nunca teve que perdoar alguém em sua vida, Michael? Já perdoou alguém sem que pedissem? Você perdoou pessoas que te magoaram?

MJ: Na presença deles?

SB: No seu coração.

MJ: Claro.

SB: Você já viu alguém fazendo maldades e conseguiu perdoar mesmo assim?

MJ: Sim, por que eu fui ensinado biblicamente: "Perdoe-os, pois eles não sabem o que fazem." E você perdoa.

SB: Você acha que é uma pessoa melhor por isso?

MJ: Sim.

SB: Então você não tem raiva no seu coração por ninguém hoje?

MJ: Eu tenho raiva da imprensa. Eu fico muito amargo, louco e zangado com eles e fico bravo com aqueles que deliberadamente inflingem dor em crianças para ferí-las. As estórias sobre o que elas fazem nas guerras com as crianças. Eu sempre tento imaginar um jeito de fazer alguma coisa sobre isso.

SB: E enquanto ao perdão? Há pessoas que te magoaram. Crianças que brigam, mas que não guardam ressentimentos. Você consegue perdoar pessoas com todo o seu coração pessoas que te magoaram?

MJ: Sim.

SB: Mesmo que eu não tenha percebido isso. Mas quando eu mencionei Roseanne Barr para você, pois eu vou ao programa de TV dela frequentemente como convidado, eu mais tarde vi que ela fez um comentário negativo sobre você sem razão aparente.

MJ: Ela tem sido má comigo. Foi por isso que eu estava hesitando.

'Roseanne é uma amiga minha e eu servi como 'casamenteiro' para suas filhas na vida real em seu talk show. Roseanne, que é judia, queria que suas filhas casassem com judeus. Sendo ela uma mãe muito devota, eu estava procurando envolvê-la na nossa iniciativa de priorização da criança. Quando eu mencionei isso para Michael, ele ficou em silêncio. Era uma marca de seu cavalheirismo que ele não falasse mal de minha amiga para mim.'

Shmuley Boteach

Depois alguém contou para mim a razão para a hesitação de Michael, pois aparentemente Roseanne uma vez fez um comentário negativo sobre ele. Mas então, eu conheci Roseanne e poderia ser que ele tenha feito o comentário por gracinha.

SB: Você poderia me contar isso?

MJ: Eu não a ataquei de forma maliciosa.

SB: Eu vi isso. Consegue perdoá-los? Não há malícia no coração deles.

MJ: Sabe, " Eles não sabe o que fazem." Palavras de Jesus. Eles nem me conhecem. Não tem fundamento no que fazem. Como podem dizer isso... Eles nem mesmo me conhecem? Você acredita nas coisas que lê?

SB: Então é perdão total?

MJ: Sim, pois Roseanne veio até mim depois, toda encolhida, me elogiando e se sentindo mal por tudo aquilo.

SB: Você tem outros exemplos?

MJ: Madonna nunca pediu desculpas. Ela é invejosa.

SB: Ela queria ser a maior estrela do mundo?

MJ: Sim, ela é invejosa.

SB: Você não consegue entender isso. Você diria, "O quê você inveja? Você faz o seu e eu faço o meu..."

MJ: Mas ao mesmo tempo ela vinha ao meu show e chorava. Ela vinha e lágrimas rolavam do rosto dela pela canção e pela apresentação da canção. Há algumas qualidades nela.

SB: Há boas qualidades nela. Mas você está dizendo que ela permitia que a inveja dela mascarasse isso às vezes. Mas se alguém faz isso, eles não precisam pedir perdão pois você apenas iria perdoá-las?

MJ: Sim.

SB: Eu vi que você tentou uma negociação com Jay Leno. Você foi à uma caridade beneficente com Elizabeth Taylor e você estava vestindo um casaco vermelho.

MJ: Marron.

SB: Você viu Jay Leno e..?

MJ: Ele estava sentado à minha mesa com o presidente Ford, Sylvester Stallone, Elizabeth Taylor, Sydney Poitier. Quando ele chegou e se sentou, eu apenas fui até ele e comecei a brincar que o estrangulava por que ele sempre fazia piadas negativas sobre mim [pois ele sempre faz piadas negativas sobre Michael] e ele fazia, "Urgghhh. Urrrggghhhh." E então Elizabeth disse, " Tem dito coisas feias sobre Michael?" E ele, "Huh?" Mais tarde naquela noite ele apertou minha mão com uma expressão calorosa e no dia seguinte ele enviou cartas para escritório que diziam, " Michael disse que viria ao meu show. Podem arranjar para que ele venha?" Eu nunca disse isso. Então eu não sei o que fazer aqui. Então em vez de chegar num canto e dizer algo feio para ele, eu escolhi não fazer isso. Eu não faria isso. Não conseguiria evitar o que eu fiz com ele (risos) [ter brincado de estrangulá-lo].

SB: Isso é bonito. Todo mundo viu?

MJ: Sim, viram. Ele tinha um pescoço grande também. Eu não consegui envolver minhas mãos nele.
SB: E enquanto a Elizabeth Taylor que é tão afetuosa com você? Ela é como sua amiga mais íntima por muitos anos. E enquanto à ela, no contexto dessas qualidades infantis?

MJ: Somos ambos do mesmo lugar...

SB: Ela é leal, certo.

MJ: Ela é leal. Somos do mesmo lugar. Ela consegue se relacionar com o mundo com o qual eu vim. Ela é curiosa. Você olha nos olhos dela e sabe. É como falar telepaticamente. Você pode sentir isso, é de verdade, sem dizer uma palavra e eu sinto que é como vê-la pela primeira vez. É como o que eu tenho com Shirley Temple [Black]. Somos do mesmo mundo.

domingo, 29 de novembro de 2009

POST 26 - A VIDA EM UMA 'CESTA'

SB: E enquanto a celebridade? E enquanto as coisas negativas associadas com a celebridade? Quais são as coisas negativas da celebridade? O quê não gosta em ser tão famoso quanto você é?


MJ: Eu não gosto quando você se torna um ícone, sendo uma celebridade e depois se tornar um ícone, um fenômeno internacional que foi o que aconteceu comigo - e eu não tenho vergonha de dizer isso - e a inveja que isso envolve. Eu tenho visto invejas sérias.

SB: Você sente isso entre outras celebridades, é palpável, ou você sente de alguma distância?

MJ: Eu tenho visto, mas uma vez me conheceram cara a cara, eles sempre, sempre mudam. Eles vêem que eu não sou nada como aqueles caraa. Eu tenho pessoas chorando diante de mim depois de me encontrarem. E há dois tipos de fãs. Há o tipo que diz, “Oh meu Deus, oh meu Deus!" e desmaiam e você tem que segurá-los. E há o outro tipo de fã que diz de abrupto, "Oi." e eu respondo "Oi, prazer em conhecê-lo. Qual é o seu nome?" Eles dizem o nome, mas eles têm uma atitude. Eu fico simples e caloroso com eles e então eu os vejo começar a chorar. Eu pergunto, "Por que está chorando?" e eles respondem, " Por que eu não sabia que você era assim tão legal." E eles se vão diferentes. Eu penso, "Bom, como eles pensavam que eu era?”. E eles revelam que pensavam que eu era sério e arrogante. Eu digo, "Por favor, nunca julgue uma pessoa. Eu não sou nada disso." Eles ficam tão impressionados. E eu tenho certeza que eles saem dali me amando mais, milhares de vezes mais. Nada bate a gentileza e o amor, eu acho. Simples assim.

SB: Você sempre foi capaz de derreter o mais duro dos corações com gentileza e amor?

MJ: Sim.

SB: E enquanto a inveja de outras estrelas. Há muita inveja na sua profissão?

MJ: Absolutamente. Eles te admiram e sabem que você é uma pessoa grande e amorosa, mas são invejosas, pois querem estar no seu lugar. e "M" é uma delas. Madonna é uma delas. Ela é invejosa, É uma garota, uma mulher, e eu acho que isso a incomoda. Eu acho que mulheres não gritam por outras mulheres. Os homens são descolados demais para gritar por mulheres. Eu tenho os desmaios e a adulação e ela não.

SB: A inveja não tem parte nisso? Você nunca teve inveja de alguém em sua carreira que te tenha feito trabalhar mais duro?

MJ: Nunca inveja. Admiração, completa admiração.

SB: Então admiração pode trazer metas melhores do que a inveja, pois é positiva e não negativa. Então você olha para Fred Astaire e diz, “Eu quero ser capaz de fazer isso."

MJ: Sim, absolutamente. Completa inspiração, nunca inveja. Isso é errado, mas as pessoas são como são, não são? É verdade? Pode alguém olhar para uma pessoa maior e sentir total inveja dela?

SB: Claro, mas você nunca sentiu isso?

MJ: Eu não entendo uma pessoa que faça isso.

SB: Para você sempre foi sobre inspiração? Você já se sentiu intimidado e maravilhado por aqueles que tinham um grande talento?

MJ: Pode alguém ter inveja de Deus?

SB: Claro. Olhe para Stalin e Hitler. Eles tentaram ser Deus. Eles queriam decidir vida e morte.

MJ: Uau!

SB: Por que eles perderam o senso de intimidação e maravilhamento. Deus não os impressiona. Ele os ameaça. Eles querem ser todo-poderosos, então não se submetem à autoridade de Deus. Inveja á parte, que outras coisas você não gosta em sua celebridade?

MJ: Ser famoso.

SB: Não gosta quando não pode caminhar pelas ruas?

MJ: Não, eu gosto quando as pessoas me reconhecem e são gentis e dizem, "Oi," e quando há uma multidão ou coisa assim.

SB: Quando eu estava com você naquela van, e tínhamos deixado o hotel, Michael, duas vezes vimos um jovem negro de bicicleta nos seguindo por mais ou menos 5 milhas pelos caminhos mais pérfidos de Nova York, só para pegar um autógrafo seu. E você pediu para parar o carro e deu o autógrafo. Vimos três outros garotos que, depois do jantar com o Presidente Clinton, nos perseguiu por mais ou menos uma milha à pé até você pedir para o motorista parar. E você deu o autógrafo ao rapaz. Então você vê as pessoas fazendo isso?

MJ: Oh Deus, Shmuley, centenas deles às vezes. É um trilhão de vezes pior do que você viu. Eles começam a quebrar as coisas e se transforma numa turba.

'Eu estava com Michael enquanto saíamos do Carnegie Hall depois da apresentação no Dia dos Namorados, 2001. E não posso responder pelo fato de que ele estava perto de ser rasgado de membro á membro.'

SB: Você gosta quando as pessoas te reconhecem contanto que sejam gentis?

MJ: Eu acho que nosso trabalho como celebridades, eu acho que qualquer um que tenha sido abençoado por Deus com algum tipo de talento - ser escultor, escritor, pintor, cantor, dançarino - é para trazer um algum senso de escapismo e alegria para massas de pessoas. Esse é o seu trabalho, trazer alegria,

SB: Mais alguma coisa que você odeie na celebridade? Obviamente, você odeia as estórias dos tablóides também?

MJ: Eu os odeio. Eu odeio os cretinos que fazem esse tipo de coisa. Eu acho que é racismo, inveja e ódio apenas - maldade - são parte disso. Eles dão vazão à frustração deles sobre as pessoas que estão tentando fazer alguma coisa boa e isso é triste. Se alguém acredita nisso, eles são meio loucos. Quero dizer, eu gostaria que houvesse um jeito de nos livrarmos disso completamente desse tipo de coisa.



GENTE MT OBRIGADA POR TUDO , TENHA UMA OTIMA NOITE E DEUS ABENÇÕES TODOS VCS , DE VERDADE!
MICHAEL JACKSON VIVO EM NOSSOS CORAÇÕES!

sábado, 28 de novembro de 2009

MAIS VIDEOS DA CONVERSA DE RABINO COM MICHAEL JACKSON

MAIS VIDEOS DA CONVERSA DE RABINO COM MICHAEL JACKSON:






É michael tinha medo sim de cães , tanto é que no documentário que Michael fez para um canal de tv , Elizabeth Taylor brinca mostrando sua cachorra para ele quando ele vai saindo do quarto. (caso vcs quiserem ver o documentário com videos caseiros do michael é só me falarem que colocarei os links aqui para vcs. Michael Jackson é quem comenta. Muito bom .)
MAIS TARDE POSTO O CAP 26 *-*
BEIJOS

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Post 25 - MEDOS

SB: Você vive com medos? Daquele tipo; pessoas vão atirar em você, metaforicamente falando. Isso te dá medo?

MJ: Não como artista. Eu sou como um leão. Nada pode me ferir. Ninguém pode me machucar sem minha permissão. Não deixaria isso me incomodar, embora eu tenha sido ferido e tenha sentido dor no passado, claro, eu tenho me poupado de muito disso.

SB: Então não vive em medo agora?

MJ: Não.

SB: Você acha que as crianças nos ensinam a ter medo? Por um lado elas têm medo, elas têm medo de cães, têm medo do escuro e muitas outras coisas. Por outro lado elas não têm medo do amor e nem do que precisam.

MJ: Nós ouvimos, observamos, aprendemos. Abrimos nossos corações e mentes, abrimos nossas almas. Sim, podemos aprender, mas você tem que perceber que...

SB: Adultos vivem com mais medos do que as crianças.

MJ: Absolutamente... Recaídas nervosas. E criam suas próprias circunstâncias de muitas maneiras. Se preocupar com alguma coisa até o ponto de destruir sua saúde. Se há algo que elas querem muito as crianças ficam repetindo e repetindo até conseguirem por que não conhecem outro jeito de fazer isso. Até que você cede o que é muito doce e adorável. Eu sempre digo à eles, " Se essa é a coisa mais importante para você se preocupar na vida então você é uma pessoa de sorte. Se esse é o seu maior problema então você é sortudo." Você percebe no futuro... para eles isso é importante no momento, o que é adorável. Pode ser a coisa mais simples do mundo, também, Adorável.

SB: Então, o ponto era tentar fazer com que, por um lado, há coisas que te assustam [Michael me contou que tem medo de cachorros], e que são medos clássicos da infância. E à propósito seu amo pelo medo é muito similar ao de Adão e Eva. Eles adoram o perigo, sabe. Deus disse à eles "Há um fruto que é perigoso," e era esse que eles queriam comer. Por outro lado, você tem medo de cães perigosos.

MJ: É, eu não gosto desse tipo de coisa. Isso me assusta. Ou se eles encurralam um cougar entre os filhotes... Não sei se o nome é lobinho ou raposa... mas ela está encurralada e é muito territorial, você não se aproxima. Você não atravessa aquela linha. Eu não entendo quando pessoas pegam uma arma e atiram na mãe ( no animal)... E os bebês elefantes eles fazem a mesma dança toda hora. Eles dão aquele grito e então dão voltam confusas enquanto a mãe deles está deitada morta lá, eles ficam dando voltas como se fossem enlouquecer. E eu não entendo como o homem pode fazer isso. Isso me machuca muito. É muito mau.

SB: Você vai em safáris quando está na África?

MJ: Sim, sim.

SB: Você chega perto de alguns dos animais mais perigosos?

MJ: Sim.

SB: E não tem medo...?

MJ: Não. Não, eu amo safáris. Amo muito.

SB: Então você a contradição desse medo. Você tem medo de coisas como aranhas, coisas que crianças teriam medo, mas você não tem medo de um leão.

MJ: Não, não. Eu sou fascinado por isso.

SB: Quero dizer, em Neverland, eu vi você chegar com uma cobra. Se lembra disso?

MJ: Sim, sim. E com as cascavéis. Nós acariciamos as cascavéis são muito, muito... quero dizer, elas podem te matar.

SB: E você não tem medo de nada desse tipo?

MJ: Eu sou fascinado por coisas que são perigosas para os homens e só de olhar um tubarão... Por que somos tão fascinados por tubarões? Por que podem te matar. E você grita " Tubarão!" e todo mundo pergunta, "Onde? o quê? Quem?" Sabe, quando você diz 'barracuda' ninguém dá a mínima, você diz 'camarão' e nada. É o medo, a lenda e o folclore atrás disso. E adoro tudo isso... Eu acho que eu gosto do mesmo que PT Barnum gostava nisso. Sabe, coisas que despertam o interesse das pessoas, eu adoro esse tipo de... É isso que eu amo na mágica, e Howar Hughes. E amo tudo isso.

SB: Quais são os seus maiores medos então? Eu sei que tem medo de pessoas más. Você não gosta de gente má.

MJ: Eu não gosto caras grandes, altos e maus do tipo agressivo. E é isso que me deixa meio para baixo sobre, você sabe quem (o pai dele). Isso me machuca quando me pergunta, eu não gostei nada disso. Como pode um ser humano ter aquilo nele e ser tão ríspido? Se é assim que ele se sente, que guarde para ele, não diga.

SB: Você não gosta de caras altos e agressivos...?

MJ: Não. Em minha vida, eles foram muito maus. Embora tenha havido alguns gigantes gentis. Os grandões não foram legais.

SB: Mas seus guarda-costas são altos...

MJ: Eles são altos...

SB: Mas eles são tão legais...

MJ: Eu tenho que ter a certeza de que são legais. Eles têm que ser cavalheiros. E todos eles sabem, se uma criança se aproxima que não a afaste. Se uma criança se aproxima para pedir autógrafos, você estende o tapete vermelho em cortesia para ela. Todos eles sabem disso. É muito importante. Quero dizer, Brando não assina autógrafos para ninguém a menos que sejam crianças. A menos que sejam os pequeninos, ele não assina. Eu acho isso muito legal, sabe?

SB: Que outros medos você tem?

MJ: Que outros medos? um...

SB: Cães. Não entendo por que certas crianças têm certos medos. Outra noite eu pus um DVD para as crianças e havia um monstro, e Baba ( a mais novinha) começou a gritar e chorar, e correu para o quarto, e ela sempre atrasa sua hora de ir para a cama, mas nesse dia ela disse, "Eu quero ir para a cama." E foi dormir. Ela odiou.

MJ: Que filme era?

SB: Eu acho que era Men In Black ou algo assim.

MJ: Ohhh, em DVD? Mas as outras crianças gostaram? Elas sabiam que era coisa de filme, que não era real?

SB: Sim. Eu realmente não as deixo ver coisas assim, mas elas as conseguem e esse eu assisti com elas, então... Baba viu o primeiro cara e...

MJ: É, não é para Baba. Não era para ela. Prince e Paris adoram Jurassic Park, embora haja violência e armas. Mas eu quero que eles vejam bons filmes, se eles são bons mesmo. Não muitos, mas os bons. Boa arte.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

POST 24 - SEXUALIDADE E MODÉSTIA

SB: Na tentativa de preservar as qualidades infantis em sua vida, Michael, você ficou tímido em falar sobre sexualidade. Como quando Oprah perguntou sobre sua vida sexual, você respondeu desse jeito, “Eu sou um cavalheiro e não falo sobre isso." Você sente que deveríamos ser mais respeitosos sobre o lado sexual de nossas vidas? Você acha que isso se tornou algo exagerado? Quero dizer, você é naturalmente tímido sobre esse assunto.


MJ: Sim, eu sou apenas naturalmente, umm, por que eu acho que isso é ...

SB: Particular?

MJ: Sim, essa é a minha opinião pessoal. Outras pessoas são exibicionistas, você sabe naturalistas, que saem nuas e se sentem diferentes assim. Um, eu não sei, eu sou apenas diferente nesse assunto.

SB: Não temos que abusar de nossa sexualidade para aumentar as vendas de ingressos e discos?

MJ: Não, isso é loucura, como alguns desses cantores bojos dentro da calça, isso é loucura. Eu não entendo isso. É nojento para mim quando eles fazem coisas desse tipo. Isso é embaraçoso. Eu não quero nem que me olhem para baixo... procurando por 'aquilo'. Isso me deixaria com tanta vergonha, oh Deus.

SB: Não seria isso um sinal de insegurança, talvez? Talvez eles achem que a dança deles não seja boa o suficiente e então tentam trazer atenção para outra coisa.

MJ: Sim.

SB: Sua mensagem para alguém como Britney Spears seria, " Olha, você é bonita e talentosa. Não precisa ser sórdida. Você é tão talentosa sem arrancar tudo as pessoas irão olhar para você. Igual a Madonna, que frequentemente tem sido criticada por tirar vantagem do desejo sexual masculino para poder ter esses caras babando atrás dela para fazê-la popular.

MJ: Sim, uh huh. Aha.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Post 23-CONSELHO SOBRE FAMA

SB: Então ontem, 'NSynnc veio te ver. O cantor líder Justin Timberlake, e eu não sei quem era o outro cara. Qual era o nome dele?

'Michael havia me convidado a ir ao hotel onde ele estava para conhecer Britney Spears e Justin Timberlake, que tinham voado para visitá-lo um dia antes de terem performado no American Music Awards. Na época eu não muito 'enomorado' de Britney por causa da sua mensagem de sexualização das adolescentes na América. Ainda assim, eu me comportei e falei com eles brevemente sobre nossos esforços para que os pais priorizem os filhos. Nenhum deles pareceu particularmente interessado e nós não nos 'clicamos' realmente. Justin disse algo sobre contratar seu empresário ou agente. Eles estavam para se encontrar com o super star. Minha intenção não é insultar, mas eu os achei desinteressantes e esquecíveis. '

MJ: Wade foi coreógrafo de...

SB: Oh, ele não era do 'Nsync, Wade?

MJ: Não, ele era coreógrafo de Britney Spears. Vê eu ensinei Wade.

SB: Verdade?

MJ: Sim, eu ensinei Wade. Tudo o que você vê 'Nsync e Britney Spears fazendo, todo o estilo veio de mim, pois eu ensinei Wade. Wade é australiano e eu o trouxe para a América.

SB: Então ele é coreógrafo deles?

MJ: Sim, e ele faz música. Ele era do meu selo (gravadora). Nós o assinamos no MJJ. Ele faz raps, faz tudo.

SB: Então ele estava lá com Britney Spears, uma das maiores estrelas mundiais do momento, e aquele vocalista do 'Nsync, e eram namorados. Quando você olha para eles, e tem uma longa conversa, o quê você diz à eles, baseado nessa idéia que estamos tentando falar sobre nesse livro, qualidades de criança? Você os alertou contra qualquer coisa que possa acontecer na carreira deles? Você disse , " Sabe, quando eu tinha a idade de vocês eu pensei X, Y e Z e agora eu mudei minha visão,"? Houve algum conselho que você deu à eles??

MJ: Apenas tente permanecer como criança o quanto puder. Não se force a ser adulto. Não force, não empurre. Não tente ser legal e... Vá à Disney, saiam, curtam suas juventudes, porque serão velhos para, quero dizer, sabe, apenas ,mantenha a inocência. Divirtam-se e sejam vocês mesmos.

SB: Então o quê você diria para essas pessoas que têm sucesso na arte deles e que mais jovens que você? O 'Nsync, você diria à eles para serem brincalhões também, para não levarem isso à sério demais? Ou você diria algo mais? Não se leve tão à sério ou algo assim?

MJ: Não, eu diria à eles para aperfeiçoarem seus ofícios, sempre. Eu acredito muito em trabalho duro, mas eu também curto, sabe? Como que ser moderado por dentro, brincalhão, se divertir um pouco. Você tem que se divertir um pouco também.

SB: E quando você me diz o quão orgulhoso é por seu show ser um show família, que seus concertos são apropriados para crianças.

MJ: Oh, sim.

SB: Britney Spears foi pesadamente criticada por alguns no último MTV Awards, tipo ela quase fez um strip tease no palco.

MJ: Oh...sim, sim, sim.

SB: Ela tirou isso, tirou aquilo e jogou para um canto... Você acha que ela precisa usar tanta sexualidade para deixar sair a mensagem dela? Você daria um conselho à ela sobre isso? Ou isso é parte do show e não tem nada demais?

MJ: Umm, eu não quero condená-la por isso., por que é um show. Mas ela tem que perceber que há, sabe, há garotas lá fora que querem ser como ela e vão fazer tudo o que ela fizer. Eu não sei às vezes os artistas não percebem o perigo do que estão fazendo. Se eu tirar uma foto minha com um cigarro* , quantos garotos não iriam começar a fumar todos os dias? Sabe, você tem que pensar nisso. E eu entendo, bom, é só um vídeo, eu só estou atuando, mas você é como um deus para eles... Eu quero dizer...

SB: Você tem que ter esse senso de responsabilidade?

MJ: Uh huh.

SB: Você sempre soube como retratar suas aparições, pessoas vão emular isso?

MJ: Sim, e eu entendo por que alguns artistas conseguem ser um pouco polêmicos às vezes. Eu entendo. Sabe, se a imprensa começa a falar muito do fato dela ter vindo do Clube do Mickey Mouse e ser, sabe, a bonitinha Britney, ela poderia pensar, " Eu quero dar à eles alguma margem para eu poder ultrapassar. Eu faço as margens, eu sou mais durona, eu sou..." Sabe? Então eu entendo. Eu acho profundamente que ela é apenas uma pessoa doce, sabe?

SB: Então você diria à ela, mantenha-se, mantenha o equilíbrio aqui, pois há garotas que querem ser como você e você tem essa responsabilidade?

MJ: Sim, por que eu gosto de margens.

SB: Você sempre entendeu a importância da responsabilidade, quando se tornou famoso? Você sabia que tinha uma grande uma grande responsabilidade como ícone e como criador de tendências?

MJ: Sim, por que eu não acho, eu não acho que eu tenha feito algo ofensivo no palco... Nunca. Como alguns desses atos, você fala em como Bobby Brown pega uma garota e começa a remexer com ela no palco, sabe, bem na cara de todo mundo e a polícia o prendeu várias vezes. Como fazer sexo no palco com todos esses jovens na platéia. O meu show é totalmente diferente.

*******************
MEU COMÉNTARIO.
* Não sei quando Michael começou a ter esse 'senso de responsabilidade', mas há uma foto dele na época Bad onde ele segura um cigarro apagado quase que simulando fumá-lo, e em algumas de suas apresentações ele simula o ato de fumar. Em Ghosts também dá para ver isso. Para quem lembra e viveu essa época como eu- isso soa um pouco hipócrita da parte dele. Ele devia ter esclarecido quando começou a ter esse 'senso'.
Não me juguem mal eu não estou condenando Michael.Ou talves ele nem se lembre,sei lá.Acho q isso faz parte de juventude.COMENTEM BASTANTE E BEIJOS

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Post 22-O MESTRE DOS MISTÉRIOS

SB: Certo, eu quero falar sobre uma coisa com você que é crucial para este livro. Todas as coisas que eu tenho visto em você, eu tenho que te dizer que eu nunca vi alguém que entenda o poder do mistério do jeito que você entende. Em outras palavras, no judaísmo o uso do mistério é muito importante. O profeta Isaías diz que anjos, o Serafim, tem seis asas. Por que seis? Bom, " Com duas asas ele cobria o rosto, com duas ele cobria seus pés e com duas ele voava" ( Isaías 6:02). Não é incrível? Os anjos são tão modestos, tão misteriosos, que usam suas asas para se cobrirem.

MJ: Isso é lindo!

SB: Eu tenho escrito sobre isso extensivamente em meus livros, Michael. Mistério é um dos principais ingredientes que é prescrito para relacionamentos. O sagrado sempre é misterioso. É sempre coberto. E a Torá, o rolo bíblico que lemos na sinagoga é mantido coberto e escondido por múltiplos mantos, na arca, ocultado por cortinas, véus e portas. São como três coisas que você precisa tirar para vê-lo. E similarmente quando Rebeca e Isaque se encontram na Bíblia, antes de se casarem e se apaixonarem, a primeira coisa que ela fez antes de encontrar Isaque foi cobrir o rosto. A mesma coisa é verdade quando Moisés vê sarça ardente. Qual a primeira coisa que ele faz? Ele recua e se esconde seu rosto de Deus.

MJ: Eu adoro essas histórias.

SB: Então na Bíblia o mistério é muito importante. Eu nunca vi alguém que entenda o poder do mistério como você. Vou te dar alguns exemplos e quero os seus comentários. Primeiro: meus filhos estavam andando por Neverland e havia doces por todos os lugares. Meus filhos adoraram isso, pois nunca tinham visto tal coisa, há máquinas de pipoca e de algodão doce desde que fossem kosher eles comiam isso e aquilo. E embora Prince e Paris estivesse rodeadas por tudo isso, você diz à eles, "Não, só no seu aniversário você pode comer isso." Grace nos disse que não é permitido à eles usar tudo isso para que não fiquem entediados com eles. E sempre que vamos à FAO Schwartz, Prince pode comprar brinquedos, mas tem que esperar para abrí-los. E especialmente com relação à sua carreira, você entendeu o poder de ficar escondido. Como agora, eu olho para todos esses atos, nem 'NSync e nem Britney Spears [ quem Michael e eu encontramos no hotel], e eu estava os estava assistindo no Entertainment Tonight e eles deram uma entrevista onde eu disse, "Minha Nossa, eles têm visão pequena. Deveriam fazer o que Michael faz. Nunca ser onipresente." Mas eles não conseguem por que precisam tanto de atenção. Não conseguem se segurar.Então há duas coisas que quero te perguntar. Fale para mim sobre mistério e o que significa para você, e como consegue a disciplina para se segurar quando todos os programas de TV querem você? Quero dizer, nossa! Somos surrados por todos os programas na América agora para conseguir uma entrevista com você. Como você... De onde vem essa disciplina? E principalmente, Michael, é importante que isso seja comentado, pois as pessoas, os seus detratores irão te criticar e dizer, " Michael é uma criança, ele se comporta como uma criança," quando a verdadeira definição da maturidade que todos concordam envolve a capacidade demorar em gratificar. Quando outras pessoas agem impetuosamente e você consegue ser paciente e esperar pelas coisas em seu tempo próprio, isso é considerado a essência da maturidade e autocontrole.

MJ: Obrigado.

SB: E sua carreira é construída sobre isso e eu não estou só dizendo isso para bajular você. É verdade, eu fico maravilhado com isso. Então fale para mim sobre o seu mistério. Como você conhece isso, de onde veio para você, o poder que isso tem e que é ocultado?

MJ: Uau, você é muito observador. É impressionante em como nota esses detalhes. Um, eu estudei... Eu adoro psicologia, eu adoro magia, eu amo... Eu amo a real beleza. Eu amo o real talento. Eu amo quando as coisas são miraculosas, quando algo é tão bonito que você nem deveria ter. O que eu amo no Cometa Halley, e sempre digo isso para o meu advogado, que o cometa Halley é não mais do que um milagre como a lua e sol. E demos muito atenção à isso por que você só o vê uma vez na vida e todo mundo sai para vê-lo. Você conhece astrônomos, fãs e pessoas que saem para ver essa coisa que circula pelo sistema solar, mas que só se pode ver uma vez na vida. Se acontecessem todas as noites ninguém se importaria, mas para mim a lua é tão milagrosa quanto. Eu sempre falo sobre cervos, cães e gatos. Muita gente diz, "Há um cervo! Há um...," por que esses são tímidos, sempre se escondem. É uma grande coisa ver um cervo, quero dizer, eu aprecio isso, como as pessoas deveriam apreciar a real habilidade e eu sempre digo que não me importo se você é a pessoa mais famosa do mundo, se você aparece na TV todos os dias as pessoas vão te 'regurgitar'. Você tem que saber como brincar com o seu público. Você tem que saber disso e é verdade, Shmuley. E não é só um joguinho, mas algo real para mim, é real para mim. De verdade.

SB: Como você sabe disso? Por exemplo, eu tive que aprender isso. Eu escrevo sobre isso em muitos dos meus livros, mas começo a desenvolver muitas das minhas idéias de insights de outros escritores, pensadores, filósofos, etc...

MJ: Se você continuar misterioso, as pessoas ficarão mais interessadas, sim.

SB: Olhe, se uma mulher ficar tirando a blusa, ninguém vai querer ver os seios dela.

MJ: Isso mesmo!

SB: Mas se ela fizer de vez em quando, isso é o que faz ficar mais excitante. É o que faz ficar mais erótico.

MJ: Isso mesmo!

SB: Mas quando acontece todos os dias...

MJ: Isso mesmo!

SB: Assim como você visita tribos africanas e vê mulheres andando com seios desnudos, isso não é nada.

MJ: Nada. Nada. Deixe alguma coisa para a imaginação. Eu acredito nisso e as pessoas são assim.

SB: Você ensinou isso para alguém?

MJ: Não. Não, é só ver... aprender da natureza e aprender, você sabe, é observar e estudar, ser um sério observador. E um... Você dizer à alguém, "Há seis portas, você pode abrir qualquer uma dessas portas, mas a quinta porta, não a abra. Não abra a quinta porta, não a abra, não importa o que aconteça." É claro que as pessoas irão pensar, " O quê há atrás da quinta porta?" pois é o grande mistério. E é o que todos querem expor, e você sabe... Eu adoro isso, e não é só um joguinho, eu quero que as pessoas apreciem o talento e a habilidade. . EU SÓ FAÇO UM ALBUM A CADA CINCO ANOS. Outros artistas fazem um todos os anos e os meus sempre duram mais e vendem mais do que os de outros artistas. As pessoas esperam por isso. Há algo como, sabe, toda uma pulsação seguindo o álbum. [Michael estava trabalhando na finalização de Invincible na época. ] É como febre, eles esperam e esperam. É importante esperar.

SB: E enquanto ao que estava escondido que faz durar o que foi revelado? O quê há em segurar algo que as pessoas querem de repente?

MJ: Eu só... eu adoro, eu adoro o poder do mistério, adoro mesmo. Eu acho que é algo muito poderoso.

SB: É espiritual? O quê é?

MJ: É espiritual, é... as pessoas conjuram todas essas idéias, elas criam. Elas invocam todas essas idéias na cabeça sobre o que está acontecendo. Quero dizer, eles costumam dizer, sabe, Howard Hughes está lá em cima e é dono do hotel, mas ele fica lá, ele não desce. Ele fica no escuro, no canto da cama com longas unhas e os cabelos até aqui, preso naquele momento. Então o cérebro enlouquece conjurando todo o tipo de estórias loucas, e eu adoro isso. Eu adoro Howard Hughes por que ele faz isso tudo. Quero dizer, para mim ele é como um dos meus mestres. Mas, eu não sei, essa é a primeira vez que eu digo isso, Shmuley. Eu adoro Howard Hughes. Ele é um gênio.

SB: Por causa de quê? Por que ele conhecia o poder do mistério?

MJ: Como 'brincar' com as pessoas, sim. Ele sabia como deixar o público interessado. P.T Barnum era muito bom nisso também.

SB: É o caso de apenas se retirar? É assim simples? Por exemplo, esse livro veio junto com um chamado The Rules, e eu debati com pessoas que o escreveram duas vezes. E eles disseram que para conseguir que um cara se case com você, você tem que ser difícil. Ele te chama a atenção e você diz, "Desculpe, eu adoraria sair para jantar, mas estou muito ocupada!". Ele deixa mensagens na secretária eletrônica e você nunca retorna as ligações deles. Você já ouviu falar desse livro? É muito polêmico. É assim simples?

Eu na verdade sou um crítico do The Rules (As Regras) acredito que a manipulação é a pior maneira de se atrair um relacionamento e que há uma alternativa ainda melhor, e digo te digo qual, para uma mulher condescender sua mística feminilidade natural.

MJ: Eu não concordo totalmente. Depende da pessoa.

SB: Mas com você, quando você diz que é como lidar com o público, é tão simples como se retirar quando eles querem mais? E mais jeitos em como se revelar?

MJ: É ritmo e contagem de tempo. Você tem que saber o que está fazendo. Como, você nunca me vê em premiações dizendo " E os indicados são..." E me pedem para fazer isso em todos os shows. Agora eles não pedem mais. Sabem que eu não faço isso. Ou apresentar um show, ou sair e dizer algo tipo, " Daqui a pouco, Michael Jackson apresentará o álbum do ano." Você nunca me verá fazendo isso, apresentando indicados, eu não faço isso. E sabem que não é nem mesmo para me pedir. Não é o que eu faço.

SB: Você nunca fará algo que te faça ser o meio de outra coisa. Ou você é o final ou não é. É também como, é você e pronto e não você sendo a estrada.

MJ: Sim, e eu não estou tentando dizer que eu sou sagrado ou sou deus ou...

SB: Mas você não vai se diminuir também.

MJ: Não vou, eu quero... Sabe? Pessoas deveriam respeitar, sabe? Habilidade e talento, e é tudo pelo bem da bondade, pois a minha mensagem é pela bondade.

SB: Concordo com você.

MJ: Mas realmente. Eu só estou tentando conservar .

SB: Esse é, à propósito, todo um livro para isso, como você aprendeu o poder de se esconder, do mistério. Olhe para Nova York. Agora mesmo enquanto falamos há centenas de milhares de mulheres que querem se casar e caras que não querem compromissos com elas. E você sabe que uma das razões disso é que eles farão sexo com elas de qualquer maneira.

MJ: Uh huh.

SB: Por que casar com ela se você pode tê-la sem compromisso? Se você quiser um empréstimo de 10 milhões de dólares do gerente do banco, e ele diz," Aqui está, Michael, 10 milhões de dólares," então você diria, "Oh, à propósito, você esqueceu de me perguntar pelo colateral e aqui está."? Você não seria voluntário. Entende o que eu digo? E eles podem nunca se casar, e essas mulheres vêm em centenas para mim, chorando, escrevendo sobre o quão solitárias são. Elas não conhecem o poder do mistério. Vão para a cama no primeiro encontro, não sabem como se segurar. O cara nunca precisa disputar com outro por ela. E à propósito, é o que acontece com Madonna. Madonna se super expôs. Ela ainda é uma celebridade, mas ela não é o que era.

MJ: Sim, eu sei.

SB: Ela nem mesmo se super expôs, Michael, através da TV e da música. Não foi por que ela deu tantas entrevistas. Ao contrário, ela super expôs o corpo. Ela era um símbolo sexual. As pessoas queriam saber como era o corpo dela, e ela fez esse livro estúpido, sórdido e nojento, e tudo o que você tinha que fazer era comprar o livro. O mistério foi permanentemente perdido.

MJ: Eu sei. Eu sei. Exatamente correto.

SB: Há poucas pessoas hoje que entendem o poder do mistério. Você entende, pois há uma espiritualidade intuitiva na sua natureza que é um verdadeiro dom. Por causa desse entendimento do mistério, e sua compreensão do poder do tempo apropriado, nos ajuda a entender o sagrado. Deus somente se revela muito esporadicamente e em momentos muito bem escolhidos. Mistério e tempo apropriado são centrais para a revelação.

MJ: Eu adoro isso. É uma das minhas coisas favoritas, pensar sobre isso também.

SB: O quão oculto Deus é?

MJ: O quão oculto?

SB: Você tem que encontrá-Lo.

MJ: Você vê todos esses milagres feitos por Ele, mas você não O vê. Sabe? Você vê através das crianças.

SB: Que é o que te faz ficar mais interessado Nele?

MJ: Sim.

SB: Você quer encontrá-Lo?

MJ: Te fazer procurar por Ele e encontrá-lo. Absolutamente. Eu adoro isso. E algumas pessoas apenas deixam isso para trás e seguem dizendo, "Para quê tudo isso, esse universo imenso e onde está Ele? Eu quero falar com Ele e o que Ele é?", Sabe, eu adoro isso. Ele é o essencial. Ele é. Ele é o Cara.

SB: Então assim é como fazemos as pessoas deixarem de ficar entediadas. Antes de tudo, mais uma coisas antes de mudarmos de assunto tédio. Então você instintivamente conheceu o senso de tempo apropriado, mistério? Você apenas sabia?

MJ: Sim, é verdade, Shmuley.

SB: Não é como um empresário te pondo de um lado e dizendo, " Michael, você pode ser uma grande estrela. Não exagere!"?

MJ: Não. De jeito nenhum.

SB: Seus irmãos não entenderam isso?

MJ: Não, não entenderam. Eles pulariam sobre qualquer coisa, à qualquer segundo. Se alguém dissesse, " Eu quero uma entrevista com vocês amanhã sobre o novo estilo de Michael." A resposta seria, "Claro!". Por que eles só querem aparecer na TV, estar na TV. Eu acho que as pessoas te apreciam quando você se conserva apenas segura um pouco... sabe.

SB: Se segurar um pouco?

MJ: Se segurar e se construir, e se dar um certo tipo de classe e fazê-los tentar te alcançar e... Eu adoro portões, portões de casa. Eu adoro pilares grandes e portões. Você não sabe o que há atrás deles, além da estrada. Veja esses... Sabe, você diz, " Deus, quem vive ali?" Eu adoro isso. Sabe, você nunca os vê, mas você os portões e eu adoro isso.

SB: Mas os portões de Neverland são tão simples?

MJ: Muito simples, e é como eu os quero. Por que eu não quero que o portão represente, sabe, ele age quase como psicologia. Eu os iria fazer tão, tipo..., quase... Qual é a palavra? Ummm, Eu não estou conseguindo achar a palavra que procuro. As pessoas iriam sacudi-los para abri-los e realmente isso os deixaria meio esfarrapados, então apenas psicologicamente você sente que estaria entrando em um rancho, então quando você dá a volta e tenta dar cor a tudo, como O Mágico de Oz em preto e branco.

SB: Foi exatamente o que aconteceu conosco. A primeira coisa que dissemos quando fomos para Neverland foi, " Isso não pode ser um rancho, que portões simples são esses?" Então enquanto você dirige para dentro do rancho você vê a placa "Bem-vindo à Neverland" e então kaboom.

MJ: Isso.

SB: Isso te acerta.

MJ: Isso, veja, isso é importante de entender no show business. Se abrir demais, para onde mais você vai a partir dali? Você está crescendo demais e não tem mais para onde ir. Você não pode fazer isso. É por isso que eu sempre digo, em parques de diversões, o cara que inventou a montanha-russa, os declives, você primeiro sobe e lá em cima diz, "Oh meu Deus, por que eu fiz isso?" Então o carrinho te leva descida abaixo e te sobe um pouco, então desce, e o cara é um verdadeiro showman, por que ele entende o ritmo e a estrutura, e isso é importante. Isso é muito importante para um artista do show business e muitos dos nossos artistas hoje não sabem nada sobre isso.

SB: Eles se expõem muito.

MJ: Bastante. Bastante.

SB: É essa a sua maior benção profissional, que você tenha nascido com esse ritmo? Você apenas tem aquele senso de tempo e o compreendeu?

MJ: Sim, sim. Eu acho.

SB: É parte de seu amor por Deus e Sua ocultação e tudo isso, é tudo uma coisa só, que você foi meio que drenado para dentro desse mistério divino e que conhece o poder do mistério?

MJ: Sim, eu acho, sim, como você disse, é apenas algo... como o jeito que você fala. Esse é o poder de Deus em você Shmuley. Você tem, eu nunca ouvi alguém falar como você, é incrível. É como se Deus estivesse trabalhando através de você Quero dizer, é assim, quando estou no palco é do mesmo jeito. Eu não penso no que eu vou fazer, e não sei o que vou fazer.

SB: Você apenas entra na energia, no senso de tempo apropriado.

MJ: Você entra nisso, cara. Você se torna um com o que Deus te deu. É como conversar, é espiritual. É entre você, Deus e a platéia, está lá com você. Como se descreve isso, quero dizer como você disseca isso, como você analisa? Não dá. As pessoas perguntam "Como você faz isso?" A resposta seria " Bom, eu trabalho e treino,". Bom, não é assim.

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Veja , nesse capitulo mostra que  a intenção já era que isso tudo se tornasse um livro.
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Lembrando gente , eu nao estou postando tudo que esta no livro! primeiro pq o livro contém mais de 600 pág pelo que me falaram e segundo que dá môô trabalhão para a Queila e para mim   traduzir o livro e eu só tenho algumas partes , não é todas infelizmente, então eu só posto oq eu tenho aqui.
Beijos.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

POST 21-PENSANDO EM AMBIÇÃO SUCESSO E HONESTIDADE

SB: Então ambição pode ser uma coisa boa desde que não seja impiedosa, desde que não esteja envolvida com ciúme e inveja?


MJ: Sim, desde que não magoe ninguém. Ambição é uma coisa maravilhosa. Saber como a mente funciona e o poder do pensamento e como criamos circunstâncias em nossas vidas. E saber todas essas coisas boas do cérebro, pois não nascemos com as instruções. Você tem que descobrir a verdade para a vida e uma vez que descobre, é incrível conhecer suas possibilidades.

SB: Então você quer estimular essa ambição nas crianças e não reprimi-la?

MJ: Elas têm isso. Você só precisa estimulá-las.

SB: Outra coisa. Vamos falar de honestidade. Uma das qualidades de criança é a brutal honestidade. Às vezes dizer a verdade para nossas crianças machuca. Mas eles sempre dizem as coisas como são. Especialmente antes de crescerem o suficiente para aprenderem a mentir. Se você é gordo, elas dizem que você é gordo. Se você é feio, elas dizem que você é feio. Se você fede, elas dizem que você fede. Isso é sempre uma coisa boa, ou temos que ser mais diplomáticos?

MJ: Acho que devemos ensiná-las a serem gentis e como você pode acabar ferindo o sentimento das pessoas. Nós estávamos lá [no estúdio de gravação] ontem, Prince e eu. Um dos músicos que trabalha comigo é gordo, muito gordo, e Prince disse, "Ele tem uma barriga que parece um balão." Eu disse, " Prince, você está certo, mas quando estiver perto dele não diga isso, pois vai fazê-lo chorar." Ele disse, " Okay, eu prometo." Apenas o ensinei que não se pode magoar as pessoas.

SB: Okay, mas enquanto encorajar as crianças a dizerem a verdade? Então você não está dizendo para Prince que isso não é verdade, pois não seria uma qualidade de criança fazê-lo mentir. Você está apenas dizendo que guarde a verdade dentro dele. Você não disse para Prince, “Ele está muito bem do jeito que está. Ele não é gordo!"

MJ: Eu não fiz isso.

SB: Então é importante ser verdadeiro. Vamos dizer que você tenha um músico que não seja muito 'veloz' e está atrasando o álbum. O quê você faz?

MJ: Eu vou até os músicos. Uma senhorita estava tocando totalmente fora do ritmo e eu disse para o cara, “Deixe-a continuar, mas amanhã não a deixaremos vir," e ela não foi avisada que não poderia vir do dia seguinte. Mas fizemos tudo calmamente.

SB: Então às vezes você tem que lidar com essas situações difíceis e você lida com honestidade, mas sem tentar magoar as pessoas.

MJ: Você tem que fazer isso sem magoá-las.

SB: Então há um jeito de ser verdadeiro sem magoar?

MJ: Absolutamente. Eu não vou não vou à escolha do elenco dos meus curtas [ Michael sempre chama seus clipes de curtas] especialmente quando há crianças para serem selecionadas. Eu não quero ficar lá dizendo. " Okay, vamos ver o quê você sabe fazer," e então eles mostram o que sabem e não são chamados. E Então dizem "Michael Jackson me decepcionou." Eu tenho pessoas que gravam tudo e eu assisto em casa e decido. Eu não posso encarar a dor que eles sentem por não terem sido aceitos. Eu sempre tenho que fazer desse jeito.

SB: Então, honestidade é muito importante no jeito que você cria prince e Paris.

MJ: [falando com Prince] Prince isso está cheio de 'caca'. Não ponha isso no cabelo. Essa é a pazinha de caca do cachorro. Não ponha na cabeça.

SB: À propósito você ouviu quando eu disse que Paul McCartney é supostamente um dos maiores colecionadores de desenhos animados? E você estava falando sobre esses grandes artistas que são como crianças?

MJ: Sim, sim. Ele ama desenhos e os leva muito à sério. Ele coleciona. A minha é maior que a dele agora, se você for a videoteca que temos você verá filas e filas de desenhos, pois eu adoro. É um grande escape para mim, o mundo dos desenhos animados.

SB: Pensando em sucesso, você se disse alguma coisa? " Eu tive sorte, veio de Deus, não foi só eu. É um dom divino. Eu não tenho o direito de ser arrogante?"

MJ: Sim. As pessoas sempre me perguntam como eu não deixei isso me subir à cabeça. Um, pois obviamente não sou eu. Então como você ousa pensar que foi você quem fez isso? Não fui eu. Não foi Michelangelo. Ele foi tocado por uma inspiração divina. Isso é um dom. Eu penso que você cultiva algo até certo ponto. Mas para ganhar a genialidade, isso é como um dom.

SB: Pessoas que julgam sempre têm a mente pequena. Como chegamos num nível tão baixo, Michael.Enquanto amadurecemos, nossos corpos crescem, mas frequentemente nossas mentes parecem ficar menor. Você acha que as crianças têm coração maior do que os adultos? O quê os faz encolher?
Por que o seu não encolheu? As pessoas mais famosas ficam, o fato de terem menos amor no coração elas ficam mais absorvidas. O quê faz mentes grandes se tornarem pequenas? Pois elas ficam intimidadas. Sentem que seus sonhos não foram realizados e ficam na dEfensiva. Então o mecanismo de defesa é julgar, descartar. O quê faz com que fiquemos menores e por que isso não aconteceu com você? Por que você não foi absorvido enquanto ficava cada vez mais famoso? Por que você se importa com o resto do mundo? Você tem helicópteros e jatos particulares. Por que crianças comuns de repente aparecem na sua vida?

MJ: Sabe por que, Shmuley? Quando você vê as coisas que eu tenho visto e quando viaja pelo mundo todo, você não seria honesto consigo mesmo e com o mundo se você fosse assim. Eu apenas não consigo me ver não sendo tocado pelas coisas que eu tenho visto, como aquele vilarejo na China, e as coisas que eu tenho visto na África, na Rússia, na Alemanha e Israel.Eu lembro daquele bebezinho lutando para viver com todas aquelas coisas no nariz, num hospital em Israel. Como o seu coração poderia não ser tocado por isso? Eu digo para todo mundo, para as crianças, para todo mundo, " Venham, crianças, vocês precisam ver isso," pois eu entendo a sensibilidade do quanto crianças são importantes, ajudando as pessoas, tocando o mundo, chegando aos desprivilegiados. Ser materialista e mostrar esse senso de egoísmo sempre é algo que eu desaprovo.

SB: Por que o sucesso não te subiu à cabeça? Você sente orgulho de não ser arrogante. Como você reteve essa sensibilidade? Por que isso tudo não te subiu à cabeça? Por que você visita orfanatos? Por que isso não aconteceu com você? Como você se mantém grande e sem ser alguém que julgue quando deveria estar absorvido? Acontece com todo mundo. Você viu isso acontecer com seus amigos, e eu tenho certeza, que teve sucesso.

MJ: Isso é difícil de responder. Eu sou mais sensível à dor e ao amor das pessoas. Eu acho que está dentro de mim.